3056 km e chegamos a Mendoza
Esse texto foi escrito sem muitos acentos por conta do teclado dos hermanos…
Nem sempre eh facil conseguir um computador, e mais dificil ainda vencer a vontade do corpo descansar. Por isso paramos de escrever em Uruguaiana, mas a viagem continua.
No dia seguinte (22 de fevereiro) cruzamos a fronteira com a Argentina, e o objetivo eram mais 1400 km em 2 dias, assim chegariamos a tempo de pegar a Michele no aeroporto de Mendoza. O programado era rodar 600 km no terceiro dia, chegando a San Francisco (um pouco antes de Cordoba) onde dormiriamos.
Uruguaiana - Mendoza
No caminho entre Paso de Los Libres e Ciudad del Parana pegamos uma chuva inacreditavel, daquelas que molham ate a carteira de identidade. Apesar da visibilidade estar extremamente baixa mantivemos a velocidade em 120 km/h mesmo embaixo do diluvio, ja que as estradas Argentinas nao oferecem nenhuma dificuldade para pilotar, basta andar em linha reta que você chegara ao seu destino.
Ruta 127
Reta e vazia.
Chegamos cedo a San Francisco, e descobrimos um erro no mapa que contava 150 km a mais. Por isso estendemos ate Villa Maria, assim ganhariamos tempo no dia seguinte. Villa Maria eh uma cidadezinha pequena que nao tinha muito a oferecer. Nos hospedamos no Hotel Republica, que foi indicado por um policial rodoviario – uma desgraca de lugar, mas era so para dormir entao foi esse mesmo.
Quarto dia de viagem e fomos presenteados com um belo ceu azul, o que nos permitiu desenvolver uma boa velocidade apesar das inumeras obras pelas quais passamos, inclusive uma que nos desviou 60 km do caminho original.
Uma vez na Ruta 7, rodamos a distancia de 100 km a velocidade de 160 km/h. Ate ai nada de fantastico, tirando o fato de que a VTX nao tem bolha, ou seja, eh vento no peito e segurando este pequeno corpinho de um Mamute nos bracos, o que me custou umas dores a noite.
Quando paramos para abastecer em San Francisco um local nos disse que dava para ver a cordilheia a 150 km de distancia. Claro que nao acreditamos, mas quando faltavam 200 km vimos umas manchas brancas no ceu azul. Apontei para o Rorneti mostrando e ele retrucou dizendo que eram nuvens. O problema eh que rodamos mais 80 km e as tais nuvens nem se mexeram, ficando claro que se tratava mesmo da grande Muralha, como diria nosso amigo Pilao. Sei que muitos vao pedir para eu diminuir um pouco a distancia, mas quem nao acreditar esta convidado a vir nos resgatar em Mendoza no dia 10 de marco e assim tirar a duvida por conta propria.
Grande Muralha a 120 km
Chegamos a Mendoza embaixo de um sol de mais de 30 graus. Nao foi muito dificil encontrar o Hotel que haviamos reservado – Nuevo Hotel San Francisco (http://www.nuevohotelsanfrancisco.com/), que recomendamos fortemente apesar de ficar um pouco afastado do centro (15 km aproximadamente).
Ainda tivemos tempo de um banho de piscina antes de buscar a Michele no Aeroporto. Seguimos ao hotel, onde jantamos (pessima comida por sinal) e onde abrimos a primeira garrafa de vinho ( o excelente Malbec Vida y Alma).
A primeira
Com o time completo com a chegada da Michele, reduzimos a marcha por dois dias e exploramos a cidade de Mendoza. Mas isso eh assunto para o proximo capitulo.
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Mas que perigo ficar desse jeito na pista!!!
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